Roma – Um museu a céu aberto!

por Margô Dalla

Foto Margô Dalla

Foto Margô Dalla

Um museu a céu aberto com monumentos, desde a era etrusca até os tempos modernos, Roma capital da Itália, é uma cidade enorme e é preciso estar disposto a andar, e alguns dias a mais, para visitar o Vaticano, Panteão, o impressionante Coliseu (inaugurado em 80 d.C.) as antigas muralhas da cidade, os arcos do triunfo, as estupendas praças e os numerosos palácios e igrejas. Entre eles, destacam-se o Foro romano e o Foro imperial, antigos centros comerciais e religiosos, as Termas de Caracalla, construídas aproximadamente em 217 d.C., as catacumbas e o castelo de Sant’Angelo, construído como mausoléu do imperador romano Adriano.

Foto Margô Dalla

Foto Margô Dalla

As basílicas de São João de Latrão, a catedral de Roma, de São Paulo fora dos Muros, de São Pedro e de Santa Maria Maior. Os museus da cidade mostram todos os aspectos da arte e da ciência e entre eles estão os mais prestigiados do mundo (Museu Capitolino, Museu Nacional de Vila Giulia, Museu Nacional Romano). Também há coleções importantes no palácio dos Farnese e no palácio Barberini.

O grande incentivo às artes começou a enriquecer Roma.  Durante o século XVI, Michelangelo, Donato Bramante, Rafael e outros artistas trabalharam para os papas e foi iniciada a construção da basílica de São Pedro e a maravilhosa Capela Sistina situada no Palácio Apostólico, residência oficial do Papa na Cidade do Vaticano. É famosa pela sua arquitetura, inspirada no Templo de Salomão do Antigo Testamento e sua decoração em afrescos foi pintada pelos maiores artistas da Renascença incluindo Michelangelo, Rafael, Bernini e Sandro Botticelli.

O estilo barroco, que caracteriza a Roma posterior à Contra-reforma, predomina nas edificações do século XVII. Arquitetos e escultores como Gian Lorenzo Bernini e Francesco Borromini transformaram a paisagem da cidade nesse período. Os edifícios construídos em estilo rococó na primeira metade do século deram passagem a outros neoclássicos.

É preciso muito fólego e disposição para conhecer tudo! Cada esquina uma obra de arte, em cada igreja, esculturas famosas.

Estúdios Cinecittà

Foto Margô Dalla

Em Cinecittà – Foto Margô Dalla

Os estúdios Cinecittà foram uma idéia e realização do regime fascista. As obras começaram em 1963 e somente quinze meses depois, em 1937  ocorreu a inauguração. Entre 1937 e 1943 foram rodados cerca de trezentos filmes, mostrando a vitalidade da produção cinematográfica italiana da época. Em 1940, com a permissão dos ditadores Francisco Franco (espanhol) e Benito Mussolini, foi rodado o filme Sin novedad en el Alcázar!, recebendo o Prêmio Mussolini.

Depois da Segunda Guerra Mundial, a produção retomou lentamente seu ritmo, mas foi nos anos 50 que Cinecittà estabeleceu-se com um dos estúdios cinematográficos mais importantes do mundo, com as películas estadunidenses Quo Vadis de Mervyn LeRoy (1951) e  Ben Hur de William Wyler (1959).

Este boom teve origem na competitividade econômica dos estúdios romanos, que receberam o título informal de “Hollywood no Tibre“. Nos anos 90 toda a estrutura foi privatizada e profundamente modificada para adaptá-la às novas exigências do mercado das comunicações, como a digitalização.

Estúdios Cinecittà por Federico Fellini

“Il teatro 5 di Cinecittà, è il posto ideale. L’emozione assoluta, da brivido da estasi, è quella che provo di fronte al teatro vuoto, uno spazio da riempire, um mondo da creare.” (O teatro 5 de Cinecittà, é o lugar ideal. A emoção absoluta/êxtase, é como eu me sinto em frente ao teatro vazio, um espaço para preencher, um mundo para criar.”)

Fellini pelo cineasta francês Louis Malle 

Federico Fellini - Foto reprodução

Federico Fellini – Foto reprodução

“Fellini era o rei da Cinecittà. Em qualquer momento, se você fosse a Roma, ouviria dizer que Fellini estava rodando um filme e seria possível encontrá-lo. Fellini é sempre muito gentil, gosta de ser o guia das pessoas. Eu era mais jovem que ele e achava sua generosidade, sua cordialidade fascinantes, parecia que o tempo não importava. Tinha sempre gente em volta a adorá-lo. Fellini era como todo jovem diretor gostaria de ser, mas sabíamos que existia apenas um Fellini e não seria possível existir outro. É um artista absolutamente original, com um lugar reservado na história do cinema: um dos poucos diretores realmente grandes.” Extraído do livro “A arte da visão de Martins Fontes.”

*Fonte Wilipedia

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