Exposição Cogumelos Selvagens

Foi aberta no dia 20 de dezembro de 2010, a exposição de fotos de alguns tipos de cogumelos selvagens da Holanda. A mostra continua até o dia 20/02/2011 no Oficina Gourmet – Rua Dr. Guilherme Serrano 169 – Barro Vermelho – Vitória/ES/Brasil – tel: +27 30267568.

O restaurante Oficina Gourmet e na outra foto, Suzana Finamore da Impressa – Comunicação&Design, Sheila Mara- designer e curadora da mostra, Renato Bourguignon o chef e dono do pedaço e Margô Dalla-Schutte – a fotógrafa. Beatriz Abreu e Lima, Carol Abreu, Ana Maria de Abreu Mendes, Astrogildo Mendes, Daniel Mendes, Diana Abreu e Laurinha Frota. Na outra foto, Thais e Hilal, Beatriz Szpilman, Margô Dalla-Schutte, Álvaro Abreu e Anginha Buaiz.Lurdinha, Marta Pimenta, Felipe Silveira, Camila Dalla Brandão e Bernardo Dalla. Acima, Bernardo Dalla, Camila Dalla Brandão e o fotógrafo Cacá Lima.m Francis Vieira e Bebel Abreu e Margô Dalla-Schutte com Brena Ferrari.

Após a primeira chuvinha fina de outubro, quando começa o outono holandês, basta surgir o sol, que explodem/brotam fantásticas esculturas da natureza-, cogumelos gigantes, de nomes complicados para nós – Eekhoorntjesbrood – niet poisonous (não venenosos), Vliegenzwam e Inktzwam.

A primeira vez que os vi, eles estavam às margens de um dos canais e eu passava de bicicleta. A princípio, não entendi o que eram. Pensei: devem ser brinquedos de crianças esquecidos na grama. Voltei para ver e me deparei com um espetáculo de cores, formas, tamanhos, uma arquitetura perfeita de complexos labirintos organizados. Maravilhada, não acreditei no que vi! Eu só os conhecia de livros. Estava sem a minha máquina fotográfica. Correndo, coração aos pulos, peguei a  bicicleta e fui buscar meu equipamento.

Fiquei com medo que os destruíssem, mas depois soube que eles são protegidos pelas leis ambientais holandesas. Ninguém mexe e os animais não os tocam; porém, na França, nesta época, as famílias saem para procurar os fungos e cestas logo se enchem de giroles, morilles, cêpes e bolets. Na Itália, os mais comuns são os funghi porcini. E junto às raízes dos carvalhos, as trufas aguardam aqueles que têm mais sorte ou a habilidade de seguir os javalis, capazes de identificar, pelo faro apurado, os fungos mundialmente famosos.  O preço da trufa em conserva – truffe para os franceses, tartufo para os italianos – equivale ao do ouro.

A partir daí, passei a procura-los em pequenos bosques perto da minha casa e encontrei diferentes espécies. Comecei a fotografa-los e acompanhar o crescimento e evolução. Vermelhos com pintinhas brancas, alaranjados, brancos, marrons, verdes, violetas, beges, cinzas, amarelos -, texturizados, ranhurados, enormes chapéus (19 cm de diâmetro e 30 cm de altura), que se equilibram em caules aparentemente frágeis. No universo desses fungos, as aparências muitas vezes enganam. Alguns podem ser venenosos e o engano pode ser fatal porque algumas espécies são confundidas com cogumelos comestíveis.

Nesta exposição, no Oficina Gourmet, um restaurante super charmoso em Vitória/ES/Brasil,  mostrei 11 fotos dos “Zwam Nederlandeses” (cogumelos holandeses). Renato Bourguignon, o talentoso chef do pedaço, criou um menu à base de cogumelos e com a exposição “Cogumelos Selvagens” inaugurou um point de artes em sua charmosa Casa. A design Sheila Mara, uma capixaba super “in” que mora em Viena/Áustria, criou o convite e concepção da mostra e Suzana Finamore, da Impressa – Comunicação&Design,  imprimiu e montou as fotos.

As fotos ficarão expostas até o dia 20/02/2011.

+ fotos https://www.flickr.com/photos/margodalla/sets/72157625953061636/