De Amsterdã para o Pará – um estado singular!

 por Margô Dalla

Henk Schutte e Margô Dalla no barco para  a Ilha Marajó

Henk Schutte e Margô Dalla no barco para a Ilha Marajó

Partimos para Belém onde fomos hóspedes de 2 professores da Universidade do Pará, Oriana Almeida e Sérgio Rivero e 2 estudantes de PHD e pós PHD o indiano naturalizado brasileiro Shaji Thomas e sua mulher Ely Maliekal.

Os amigos, que conhecemos em Amsterdam quando estavam se especializando e profundos conhecedores da região nos levaram para lugares de belezas extraordinárias.

O Brasil é um país com dimensões continentais e riquezas incalculáveis. Quanto a gente viaja e desbrava esse país gigante se depara com novas culturas, culinária, folclore. E o estado do Pará é isso tudo…uma mistura de ritmos e raças vivendo harmoniosamente. Em razão de sua  grandeza e localização, possui ampla diversidade ambiental e climática que propicia a existência de rica biodiversidade.

Tucunaré - Foto Margô Dalla

Tucunaré – Foto Margô Dalla

Às margens da baía do Guajará, o Mercado Ver-o-Peso oferece os mais variados pratos e aromas do Pará e reúne centenas de barracas de frutas, peixes, ervas medicinais, temperos, doces, essências, artesanato… Produtos naturais, colhidos das fontes mais puras encontradas na flora e na fauna amazônicas com nomes excêntricos como tucupi, tacacá, maniçiba, pirarucú, açaí, cupuaçu, bacuri… que são comidas, peixes e frutas.

A enorme feira livre é considerada a maior da  América Latina e abastece a cidade com imensa variedade de gêneros alimentícios e ervas medicinais do interior paraense, fornecidos principalmente por via  fluvial. É um dos mais antigos e uma das 7 maravilhas do Brasil  e ambiente perfeito para experimentar frutas típicas e delícias regionais.

Se você quer conhecer a culinária marajoara em um nível mais profundo, recomendamos  a degustação do Caldo de Turu , o famoso viagra do Pará. O Turu (Teredo sp.) é um molusco que se alimenta de troncos podres de árvores do mangue. Para os fortes!

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Os búfalos da Ilha Marajó

Tomamos o barco em Belém e fomos conhecer a Ilha de Marajó-, o maior arquipélago flúvio-marítimo do planeta, banhado pelo Oceano Atlântico e pelos rios Amazonas e Tocantins. A ilha possui o maior rebanho de búfalos do país. Lá eles são vistos tanto nas áreas rurais quanto nas urbanas – imensas fazendas organizam passeios nos quais você monta os animais. Os búfalos são  fontes de carne e queijo e estão à venda em restaurantes locais. Recomendo o “Solar do Bola”. Lá, degustamos um delicioso filet de búfalo e o caldo de Turi.  O Bola (proprietário) é Marajoara e profundo conhecedor da região.

Foto Margô Dalla

Henk Schutte com uma escultura de animal de miriti.

Estivemos também em Abaetetuba, cidade  conhecida pela fabricação dos brinquedos de miriti, uma palmeira típica do Norte do Brasil. São barcos, cobras, tatus, peixes, pássaros, macacos, casinhas, aviões, soca-socas, marionetes, dançarinos, bonecos caboclos e ribeirinhos (que até se mexem), entre tantas outras peças que expressam plasticamente o imaginário da população local.

Esses brinquedos costumam colorir as ruas de Belém durante o Círio de Nazaré, a maior festa religiosa do Brasil.

O Pará é isso tudo! Diversidade de aromas, cores, sabores e formas com suas aves coloridas e famílias de capivaras. Um Brasil autêntico e inesquecível para mim, que sou brasileira, e para Henk que presenteia os amigos de Amsterdã com cerâmicas, artesanato de miriti, óleos e conta para todos como é andar em um búfalo de cerca de 1000 kilos e como é o Brasil com toda sua singularidade.

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