As “11 Fontes” formam um novo patrimônio cultural e são destino imperdível para quem tem tempo e está visitando a Holanda. Este é um dos maiores projetos de arte internacional desenvolvido por seis municípios da província de Friesland.

Estas fontes são criadas por artistas internacionais de 11 países diferentes. Os profissionais não foram escolhidos aleatoriamente; houve uma procura entre a relação de trabalho de cada um e a história das cidades que abrigam os monumentos.

Nestes projetos, a população local esteve intimamente envolvida no desenvolvimento das obras de arte. Em cada uma delas, houve um comitê de artistas e pessoas da localidade. Estas comissões se reuniam, andavam pelas ruas à procura do melhor lugar e se envolveram com o autor durante a fase criativa.

O resultado foi a colaboração amigável dos habitantes, projetos de designers excepcionais que se encaixam harmoniosamente em cada lugar e cidade.

Atualmente, as 11 Fontes são pontos de encontro entre as pessoas e motivo de orgulho para os moradores.

Visitei a primeira Fonte! Fui de trem até Enkhuizen – cerca de 1 hora; perto da estação, peguei um ferry boat até Stavoren. Cerca de 1:15m. Um passeio agradável neste outono holandês.

Stavoren já foi importante porto e rica cidade. Após inundações e guerras comerciais marítimas entrou em colapso e então voltaram a se concentrar em navegação e pesca. Histórias folclóricas, como “Lady of Stavoren”, falam muito sobre isso. Lá, Mark Dion, artista americano, que vive em Nova York fez “De Vis van Stavoren” – O Peixe de Stavoren, escultura inspirada na história de pesca da cidade e em uma impressão de Pieter Bruegel pintor de Breda/Holanda do século XVI.

A obra versátil de Mark Dion é uma pesquisa sobre a maneira pela qual as instituições oficiais formam e determinam a compreensão da ciência do conhecimento e da natureza. Dion mergulha profundamente na história de um assunto ou de um local e, como arqueólogo, extrai todos os tipos de aspectos ocultos e os organiza à sua maneira. Isso geralmente leva a novos insights surpreendentes. O trabalho de Dion é bem-humorado, especialmente quando lida com o reino animal.
Mark Dion tem projetos e fez exposições internacionais em grandes museus, como o MoMa em Nova York e a Tate Gallery em Londres.

Aqui a relação dos artistas e cidades onde ficam as fontes: Bolsward – Johan Creten (Belgium) / Dokkum – Birthe Leemeijer (the Netherlands) / Franeker – Jean-Michel Othoniel (France) / Harlingen – Jennifer Allora & Guillermo Calzadilla (United States, Cuba) / Hindeloopen – Shen Yuan (China) / IJlst – Shinji Ohmaki (Japan) / Leeuwarden – Jaume Plensa (Spain) / Sloten – Jorge & Lucy Orta (Argentina & United Kingdom) / Sneek – Stephan Balkenhol (Germany) / Stavoren – Mark Dion (United States) / Workum – Cornelia Parker (United Kingdom.

Outono holandês – 2018